quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Pequenos monstros
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Por que saímos da crise tão rápido?
É muito bonito o discurso (aliás a Dilma já está falando tanta besteira quanto o Lula) de que o Brasil saiu da crise rapidinho. Mas qual o motivo de tamanha pressa?
A crise afetou países altamente industrializados, com produção de ponta, alta tecnologia e alto valor agregado. São países que exportam conhecimento e cobram caro por isso.
O Brasil ainda é o país de enxada na mão. Seus produtos de alto valor ainda podem ser contados nos dedos das mãos, sua produção fabril nem chega próximo dos principais concorrentes. Seu patamar de negociação (e governança) é extremamente baixo, quando comparado aos demais de seu grupo.
Temos que ficar aliviados por um lado, não sofremos tanto. Mas temos que ter consciência que nossa educação é baixa, nosso nível de desenvolvimento científico é altamente contaminado por políticas e interesses pessoais, nossas fábricas ainda atendem ao interesse do proprietário, nossa economia gira em torno de empresas familiares e grupos "sem noção". Nossos governantes ainda agem sem uma estrutura que lhes exija compromisso e prestação de contas responsável.
Sair da crise tão cedo e nessas condições não diz muito para mim, apenas que estamos em uma zona confortável, onde nada perdemos porque nada ganhamos.
A crise afetou países altamente industrializados, com produção de ponta, alta tecnologia e alto valor agregado. São países que exportam conhecimento e cobram caro por isso.
O Brasil ainda é o país de enxada na mão. Seus produtos de alto valor ainda podem ser contados nos dedos das mãos, sua produção fabril nem chega próximo dos principais concorrentes. Seu patamar de negociação (e governança) é extremamente baixo, quando comparado aos demais de seu grupo.
Temos que ficar aliviados por um lado, não sofremos tanto. Mas temos que ter consciência que nossa educação é baixa, nosso nível de desenvolvimento científico é altamente contaminado por políticas e interesses pessoais, nossas fábricas ainda atendem ao interesse do proprietário, nossa economia gira em torno de empresas familiares e grupos "sem noção". Nossos governantes ainda agem sem uma estrutura que lhes exija compromisso e prestação de contas responsável.
Sair da crise tão cedo e nessas condições não diz muito para mim, apenas que estamos em uma zona confortável, onde nada perdemos porque nada ganhamos.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Lamentável (2): E o Zé Povinho?
Fico muito triste quando vejo notícias de privilégios descabidos aos religiosos. Servem apenas para escândalo.
Sei muito bem as dificuldades de se realizar eventos religiosos no país. Sei dos preconceitos e das dificuldades financeiras. Sei do quanto alguns se aproveitam para montar seitas "evangélicas" que levam pessoas à miséria material e espiritual. Sei o quanto isso prejudica o trabalho sério de igrejas sérias que querem levar a mensagem bíblica correta para muitos e atender a tantos outros com um trabalho voluntário consistente.
Mas nada disso desculpa essa hipocrisia!
As igrejas deveriam estar lutando por justiça e igualdade. Mas se comportam como uma classe política que pleiteia privilégios. E os políticos adoram isso. Sim, porque eles vão dizer no próximo ano que favoreceram a essa classe com a lei X e Y e que devem ser reeleitos por causa disso.
As igrejas deveriam estar lutando pela correta aplicação dos recursos públicos. Mas pleiteiam isenções de taxas e feriados (mais feriados?) para seu proveito apenas.
As igrejas deveriam pagar suas taxas e andar conforme manda a justiça (ou será que riscaram de sua bíblia a instrução de Jesus: "a César o que é de César"?).
Se as igrejas não sentirem as mesmas dores que o "Zé Povinho" sente, como poderá agir com justiça e equidade?
Lamentável! Ergam-se vozes justas e honestas que lutem contra a desigualdade, mesmo que a desigualdade as favoreçam! Aí, sim, poderão ser reconhecidas como justas.
Sei muito bem as dificuldades de se realizar eventos religiosos no país. Sei dos preconceitos e das dificuldades financeiras. Sei do quanto alguns se aproveitam para montar seitas "evangélicas" que levam pessoas à miséria material e espiritual. Sei o quanto isso prejudica o trabalho sério de igrejas sérias que querem levar a mensagem bíblica correta para muitos e atender a tantos outros com um trabalho voluntário consistente.
Mas nada disso desculpa essa hipocrisia!
As igrejas deveriam estar lutando por justiça e igualdade. Mas se comportam como uma classe política que pleiteia privilégios. E os políticos adoram isso. Sim, porque eles vão dizer no próximo ano que favoreceram a essa classe com a lei X e Y e que devem ser reeleitos por causa disso.
As igrejas deveriam estar lutando pela correta aplicação dos recursos públicos. Mas pleiteiam isenções de taxas e feriados (mais feriados?) para seu proveito apenas.
As igrejas deveriam pagar suas taxas e andar conforme manda a justiça (ou será que riscaram de sua bíblia a instrução de Jesus: "a César o que é de César"?).
Se as igrejas não sentirem as mesmas dores que o "Zé Povinho" sente, como poderá agir com justiça e equidade?
Lamentável! Ergam-se vozes justas e honestas que lutem contra a desigualdade, mesmo que a desigualdade as favoreçam! Aí, sim, poderão ser reconhecidas como justas.
Lamentável (1): A notícia
Cassol solicita isenção do pagamento de taxa de transporte para religiosos
O governador Ivo Cassol encaminhou, na tarde desta terça-feira (8), para a Assembléia Legislativa do Estado, projeto de Lei Complementar que acrescenta parágrafo único ao artigo 10 da Lei nº 366 de 6 de fevereiro de 2007, que dispõe sobre os serviços de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros do Estado de Rondônia.
No documento, o governador Ivo Cassol solicita aos parlamentares que acrescentem um parágrafo único ao artigo 10, excluindo o pagamento de quaisquer taxas e emolumentos dos serviços de transporte rodoviário intermunicipal efetuados no Estado, que forem realizados por passageiros que fazem viagens com fins religiosos. O governador justifica que a Constituição Federal em seu artigo 5º, inciso VI, assegura o livre exercício dos cultos religiosos e garante, na forma de lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.
Durante um culto realizado no último domingo (6), em Cacoal, o governador Ivo Cassol prometeu a isenção de taxas e licenças para viagens intermunicipais para realização de eventos religiosos, depois que o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) multou os ônibus que transportavam religiosos, causando constrangimento em cerca de 15 mil fieis que estavam participando do evento.
Nesta terça-feira o governador encaminhou o Projeto de Lei à Assembléia Legislativa em regime de urgência e, assim que for aprovado pelos parlamentares, será sancionado pelo governador Ivo Cassol. “O direito à livre realização de cultos está na Constituição e cabe a nós governantes garantirmos que isso seja cumprido da melhor forma possível, oferecendo a estrutura e o apoio necessário para isso”, disse o governador, que agradeceu a todas as pessoas que têm orado por ele e por sua família, “é através da oração dessas pessoas que Deus me dá forças para continuar vencendo todas as dificuldades e continuar trabalhando nos quatro cantos do Estado”, finalizou.
Extraído do site Rondôniagora (www.rondoniagora.com.br)
O governador Ivo Cassol encaminhou, na tarde desta terça-feira (8), para a Assembléia Legislativa do Estado, projeto de Lei Complementar que acrescenta parágrafo único ao artigo 10 da Lei nº 366 de 6 de fevereiro de 2007, que dispõe sobre os serviços de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros do Estado de Rondônia.
No documento, o governador Ivo Cassol solicita aos parlamentares que acrescentem um parágrafo único ao artigo 10, excluindo o pagamento de quaisquer taxas e emolumentos dos serviços de transporte rodoviário intermunicipal efetuados no Estado, que forem realizados por passageiros que fazem viagens com fins religiosos. O governador justifica que a Constituição Federal em seu artigo 5º, inciso VI, assegura o livre exercício dos cultos religiosos e garante, na forma de lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.
Durante um culto realizado no último domingo (6), em Cacoal, o governador Ivo Cassol prometeu a isenção de taxas e licenças para viagens intermunicipais para realização de eventos religiosos, depois que o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) multou os ônibus que transportavam religiosos, causando constrangimento em cerca de 15 mil fieis que estavam participando do evento.
Nesta terça-feira o governador encaminhou o Projeto de Lei à Assembléia Legislativa em regime de urgência e, assim que for aprovado pelos parlamentares, será sancionado pelo governador Ivo Cassol. “O direito à livre realização de cultos está na Constituição e cabe a nós governantes garantirmos que isso seja cumprido da melhor forma possível, oferecendo a estrutura e o apoio necessário para isso”, disse o governador, que agradeceu a todas as pessoas que têm orado por ele e por sua família, “é através da oração dessas pessoas que Deus me dá forças para continuar vencendo todas as dificuldades e continuar trabalhando nos quatro cantos do Estado”, finalizou.
Extraído do site Rondôniagora (www.rondoniagora.com.br)
sábado, 5 de setembro de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Teoria da evolução

Sempre achei estranha a idéia de evolução, nunca teve muito sentido para mim.
Quando garoto simpatizava com os conceitos do Kardecismo e ouvi muito falar sobre a evolução do espírito, mas nunca me convenceu esse negócio, porque a humanidade não melhora, nem a população da Terra diminui. Se as pessoas fossem evoluindo mesmo, melhorando, e partindo para outros planetas, essa bagunça "sarneyca" não estaria assim.
A teoria da evolução de Darwin também não me fazia sentido. Certa vez teve um congresso de cientistas aqui em RO e tive a oportunidade de viajar ao lado de um deles, o cara lia uma revista especializada em evolução, mas não tive coragem de interrompê-lo para fazer minhas perguntas leigas (achoque perdi a mão).
Então aos poucos fui pesquisando, porque também não é minha prioridade entender o que as mentes malucas dos cientistas entendem por evolução.
Aí eu achei um livro do Fritjof Capra (no dia que tiver coragem volto aqui e ponho o nome) onde ele explica que a teoria de Darwin, como foi concebida, não faz mais tanto sentido. E aí ele explica a nova teoria da evolução, que vou tentar traduzir com minhas palavras:
A ciência já comprovou que os aminoácidos têm o poder de se replicar, mesmo não tendo vida. Uma sopa de aminoácidos (como eles chamam um composto líquido repleto desses negócios) tem recursos para que os aminoácidos copiem sua estrutura igualzinho, formando outros.
Mas para eles a vida só surgiu quando um conjunto de aminoácidos ficou restrito dentro de uma membrana (formada por proteínas?). Aí eles foram se reorganizando e criando características diferentes dos outros aminoácidos que moram do lado de fora.
Em algum momento, esses caras criaram vida, de tanto de replicarem. E foram formando outras partículas contidas nas células, até que elas começaram a ganhar vida.
Os virus, por exemplo, são organismos sem vida, porque não possuem todos os elementos necessários para viver, por isso se replicam dentro das células de hospedeiros, e dentro dessas células eles também se modificam (humm).
Os menores bichinhos são as bactérias, que trocam de código genético (aminoácidos) com outras bactérias e com organismos pluricelulares (ohh!).
Então a evolução ocorre pela troca desses códigos genéticos entre seres microscópicos, que podem formar outros seres pluricelulares, ou pela troca de códigos entre os animaizinhos microscópicos e os animais pluricelulares que os hospedam. (Ufa! Que doideira!).
O máximo da fé dos cientistas, está em entender que com o passar do tempo os aminoácidos construíram ocelos (uma espécie de olhos) e agregaram ocelos e cílios (uma espécie de rabinho) a bactérias gigantes (protozoários) e saíram por aí vendo tudo...
Mas o mais inexplicável é a idéia de que esses códigos auto-replicantes, atraídos eletricamente dentro de uma sopa de minerais conseguiu tomar vida, forma, consciência, adquiriu valores morais (e imorais), sentimentos, pensamentos e chegou ao ponto máximo de criar Deus. Bicho! É uma tremenda viagem!
Eu acho legal que a ciência destina bilhões de dólares a pesquisas que tentam provar a veracidade dessa teoria, enquanto isso, seres constituídos de trilhões de aminoácidos vivem jogados pelas ruas, sujeitos à prostituição, ao crime e às drogas, sem oportunidade de sorrir, de sonhar e de realizar algo básico como comer e vertir decentemente.
Desculpem-me senhores cientistas, mas eu já não acreditava em bactérias, agora não acredito em aminoácidos. Prefiro acreditar no meu Deus, que a todos ama, que não trata o Homem com desonestidade, nem desamor.
Quando garoto simpatizava com os conceitos do Kardecismo e ouvi muito falar sobre a evolução do espírito, mas nunca me convenceu esse negócio, porque a humanidade não melhora, nem a população da Terra diminui. Se as pessoas fossem evoluindo mesmo, melhorando, e partindo para outros planetas, essa bagunça "sarneyca" não estaria assim.
A teoria da evolução de Darwin também não me fazia sentido. Certa vez teve um congresso de cientistas aqui em RO e tive a oportunidade de viajar ao lado de um deles, o cara lia uma revista especializada em evolução, mas não tive coragem de interrompê-lo para fazer minhas perguntas leigas (achoque perdi a mão).
Então aos poucos fui pesquisando, porque também não é minha prioridade entender o que as mentes malucas dos cientistas entendem por evolução.
Aí eu achei um livro do Fritjof Capra (no dia que tiver coragem volto aqui e ponho o nome) onde ele explica que a teoria de Darwin, como foi concebida, não faz mais tanto sentido. E aí ele explica a nova teoria da evolução, que vou tentar traduzir com minhas palavras:
A ciência já comprovou que os aminoácidos têm o poder de se replicar, mesmo não tendo vida. Uma sopa de aminoácidos (como eles chamam um composto líquido repleto desses negócios) tem recursos para que os aminoácidos copiem sua estrutura igualzinho, formando outros.
Mas para eles a vida só surgiu quando um conjunto de aminoácidos ficou restrito dentro de uma membrana (formada por proteínas?). Aí eles foram se reorganizando e criando características diferentes dos outros aminoácidos que moram do lado de fora.
Em algum momento, esses caras criaram vida, de tanto de replicarem. E foram formando outras partículas contidas nas células, até que elas começaram a ganhar vida.
Os virus, por exemplo, são organismos sem vida, porque não possuem todos os elementos necessários para viver, por isso se replicam dentro das células de hospedeiros, e dentro dessas células eles também se modificam (humm).
Os menores bichinhos são as bactérias, que trocam de código genético (aminoácidos) com outras bactérias e com organismos pluricelulares (ohh!).
Então a evolução ocorre pela troca desses códigos genéticos entre seres microscópicos, que podem formar outros seres pluricelulares, ou pela troca de códigos entre os animaizinhos microscópicos e os animais pluricelulares que os hospedam. (Ufa! Que doideira!).
O máximo da fé dos cientistas, está em entender que com o passar do tempo os aminoácidos construíram ocelos (uma espécie de olhos) e agregaram ocelos e cílios (uma espécie de rabinho) a bactérias gigantes (protozoários) e saíram por aí vendo tudo...
Mas o mais inexplicável é a idéia de que esses códigos auto-replicantes, atraídos eletricamente dentro de uma sopa de minerais conseguiu tomar vida, forma, consciência, adquiriu valores morais (e imorais), sentimentos, pensamentos e chegou ao ponto máximo de criar Deus. Bicho! É uma tremenda viagem!
Eu acho legal que a ciência destina bilhões de dólares a pesquisas que tentam provar a veracidade dessa teoria, enquanto isso, seres constituídos de trilhões de aminoácidos vivem jogados pelas ruas, sujeitos à prostituição, ao crime e às drogas, sem oportunidade de sorrir, de sonhar e de realizar algo básico como comer e vertir decentemente.
Desculpem-me senhores cientistas, mas eu já não acreditava em bactérias, agora não acredito em aminoácidos. Prefiro acreditar no meu Deus, que a todos ama, que não trata o Homem com desonestidade, nem desamor.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Água mole em pedra dura...
Ela queria namorar, não importava com quem, apenas importava a vontade de descobrir um novo mundo, de sensações, sorrisos, alegrias compartilhadas.
Então ela saiu à caça, vestiu-se de vermelho, batom "tô aqui", calcinha rendada (não que quisesse chegar ao ponto de mostrar, mas para ela mesma entrar no clima). Correu à rua na hora do movimento, piscava, olhava (aquele olhar agateado...), deixava a mão solta para tocar a pele de qualquer um de quem gostava.
O velho Augusto viu aquilo e começou a segui-la. Cada vez mais de perto...
Ela já estava meio triste, alguns rapazes sorriam, outros olhavam de maneira estranha, talvez a acusando de fazer algo errado. Mas o que haveria de errado em querer um romance, uma paixão violenta? Nada poderia ser mais certo, todo mundo faz?
Resolveu ir ao shopping. Na saída do cinema muitos grupos de rapazes, alguns de brinco, outros com os cabelos ceios de gel, outros com penteados meio afeminados, alguns totalmente afeminados.
Sentou-se na pracinha com um sorvete na mão, uma lágrima já marejava seus olhos. Foi quando o velho Augusto chegou. Sentou-se calmamente ao seu lado. O cheiro dele a incomodava. Olhou de soslaio e viu que sua roupa não estava tão limpa assim, será que era algum velkho tarado? Quem deixou o mendigo entrar no shopping?
- Eu te vi, mocinha! - ele disse calmamente.
- Viu o quê? Seu velho doido! - disse ela branca e com uma voz que quase não se ouvia.
- Vi você buscando coisa errada.
Ela tentou se erguer, foi parada pela mão áspera do velho em seu braço.
- Já chamei a sua mãe.
- Como você conhece minha mãe?
- Todo mundo conhece.
O medo já era visível, suas pernas tremiam, sua face estava branca, e agora não só os rapazes, mas todos os que passavam pela pracinha olhavam curiosos aquela cena. Os seguranças estavam a postos, um burburinho aumentava em volta, talvez até já tivessem acionado a polícia.
Foi quando, finalmente, ela resolveu tomar coragem e olhou fundo nos olhos do velho. Eram brancos, não tinham marcas, olhos de gente nova. Havia um brilho interessante. Os cabelos ... eram diferentes, pareciam cobertos de ... farinha de trigo.
- Espera ai! Eu te conheço!
- Claro que conhece! - sorriu o velho.
- Augusto!
- Sim, claro que sou eu!
- Por que você está me assustando.
- Eu tava saindo da peça na escola e ti vi passar na rua, então resolvi te seguir...
- Faz quanto tempo que você está me seguindo?
- Umas duas horas.
A moça corou de vergonha, como se tivesse sido pega em uma boate de strip.
- Não fica assim, deixa eu tirar a maquiagem - e começou a desfazer-se.
A multidão começou a aplaudir... Acharam que tinha sido ensaiado... Não sabiam bem o que aplaudiam, talvez apenas por terem visto que ninguém sairia machucado da história.
Então augusto completou: - Bem, já que o final é de novela, por que não damos a eles um espetáculo...
E antes que ela reagisse, deu-lhe o beijo esperado.
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